A sentença de 1º grau negara a indenização pelos danos materiais, e Sadi recorreu reforçando que a apreensão de seu veículo aconteceu porque o próprio Detran não havia apontado a irregularidade na vistoria. Esse entendimento foi acatado pelo relator, desembargador José Henrique Blasi, ao apontar que, se os servidores do Detran tivessem sido diligentes na vistoria do caminhão, o comprador não passaria pelos prejuízos e incômodos.

“E, no caso concreto, tem-se que tal ente, ao realizar a vistoria do veículo, por força de transferência de domínio, certificou equivocadamente a sua regularidade, emitindo inclusive o correspondente certificado de registro e licenciamento. Logo, a falha administrativa é iniludível, não havendo, consequencialmente, dúvida de que assiste razão à parte autora em imputar ao Detran, rectius ao Estado de Santa Catarina, a responsabilidade pelos danos materiais decorrentes”, afirmou o relator, ao reformar a sentença e fixar indenização por danos materiais (Ap. Cív. n. 2009.029352-3).