Esta data comemorativa foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de março de 1992, e a cada ano aproveitamos o momento para comemorar e debater questões no que tange aos recursos hídricos. Sabemos que a água é diretamente ligada à vida, não só por representar a maior parte da composição de nosso corpo - o ser humano a possui 90% de seu corpo ao nascer e 70% quando adulto, mas também por ser a fonte da produção de alimento, de energia, de transporte e de saúde.

Em nosso país possuímos o privilégio de concentrarmos aproximadamente 12% da água doce disponível em nosso planeta. Os desbravadores dos séculos passados buscavam na existência da água a raiz de fixação de suas bases e de onde surgiam os primeiros povoados, e os atuais buscam a presença da água em diversos planetas como sendo um sinal de vida e esperança única de habitação para a sobrevivência futura de nossa espécie.

No cenário atual, infelizmente não temos muito a comemorar diante da escassez desse recurso que é tão precioso, pois abastece a vida no planeta. Diversos estudos, entre eles realizados pela FAO, órgão da ONU, apresentam que a escassez de água já afeta 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo, enquanto outros 500 milhões já começam a sofrer pela falta do recurso. Além de ser estimado que 60% da população mundial sofrerá com a falta de água nos próximos 20 anos. Diante dessas informações que são divulgadas pelos meios de comunicação, o que podemos ver em cada esquina são pessoas com total desperdício. Exemplos são pessoas lavando calçadas e veículos, crianças brincando com a água, piscinas, banhos superdemorados, entre outros abusos. E o que comemorar diante dessa situação? O que fazer diante desses fatos? Comemorar não é tão bom nos dias atuais! Mas é momento de economizar água, dinheiro e usar inteligência.

É preciso conscientizar na preservação do meio ambiente como um todo; deve começar, de fato, pelos jovens, pois eles são a futura geração e podem mudar o futuro da água no planeta, pois se não o fizerem, eles mesmos serão os que mais vão sofrer com os problemas da escassez. Imaginem: será que nossos filhos terão água potável para beber e matar a sede de seus filhos? A resposta dessa indagação só depende de nós mesmos. Basta o uso racional e sustentável da água, pois, apesar de não parecer, esse bem é finito. Mas a conscientização não deve permanecer somente nos domicílios, deve estar presente em todos os ramos da economia, pois todas as atividades econômicas dependem direta ou indiretamente da água.

Sem mais delongas, refazer os hábitos que levam o desperdício é uma obrigação de todos nós, preservar não só nesta semana, mas todos os dias, nada mais do que uma prática é uma ação obrigatória para própria continuidade da existência da espécie humana. Pensem nisso e  mude agora mesmo seu ritmo de vida!


André Marques é advogado, consultor, escritor e Doutorando em Direito.andremarquesadv@hotmail.com / twitter: andremarquesadv