Esta semana, o mundo perdeu um dos maiores homens da história: Nelson Mandela, aos 95 anos. Embora o fim da vida humana seja inexorável, Nelson Mandela vive. E viverá para sempre, pois ele é o símbolo da luta do oprimido contra o opressor. O ícone que representa a ideia do subjugado que, num ato de coragem,  se ergue e enfrenta a força de seu subjugador.  Nelson Mandela foi um exemplo de luta por um mundo justo. O mundo hoje já concluiu que precisa mudar. Que não é mais possível a manutenção da miséria, da desigualdade, da injustiça. O mundo hoje se curva às ideias que forjaram Nelson Mandela na lenda que ele se tornou. E Mandela inspirará, sempre, aqueles que lutam contra a opressão. A cada vez que um grupo de trabalhadores se une para exigir condições dignas de trabalho. A cada grupo de pessoas discriminadas que se ergue para exigir igualdade.  A cada um dos fracos que se apercebe que na união com seus iguais virá a força de todos, lá estará Mandela, vivo, inspirando a batalha daqueles que não aceitam mais as injustiças do mundo e decidem fazer algo a respeito. Mandela viverá pra sempre na luta dos que nada tem contra aqueles que têm demais. Na luta dos que monopolizam a riqueza à custa da miséria alheia. Do levante contra aqueles que detêm o poder e o usam para manter a sociedade sob controle o controle de pequenos grupos. Em sua luta, Madiba conseguiu destruir o odioso apartheid, o sistema de discriminação racial que perdurou por séculos na África do Sul. Sua determinação, seu exemplo de não aceitar o conforto pessoal em troca de abrir mão de seus ideais, fizeram de Mandela um dos maiores heróis da humanidade. Enquanto houver a luta do fraco contra o forte, a luta contra a opressão e a injustiça, lá estará Nelson Mandela, vivo e inspirando aqueles veem que apenas a igualdade entre os seres humanos é aceitável, e que a batalha para obtê-la é fundamental.